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Artigo – Dra. Milena Coelho: Por uma Medicina mais humana

Medicina sempre teve como princípio fundamental a busca pela cura de toda e qualquer doença. Os avanços na área médica caminham a passos largos, o que possibilita a existência de diagnósticos cada vez mais precisos e tratamentos de ponta.

Entretanto, doenças graves como demência, câncer, doenças cardiológicas, pulmonares e renais apresentam muitas vezes uma rápida progressão, sem possibilidade de cura. Em geral, essa evolução é marcada por sofrimento físico, psíquico e uma dificuldade enorme em controlar sintomas, o que gera ansiedade, medo e sensação de impotência no paciente e seus familiares.

E é justamente aí que entra o papel da Medicina Paliativa, que retoma a tradicional missão do médico em aliviar o sofrimento humano. O foco primordial deixa de ser a doença e passa a ser o cuidado à pessoa.

A prática do Cuidado Paliativo tem como princípio fundamental a humanização, além de exigir do profissional conhecimento e técnica. Entende-se que, diante de uma doença incurável, o médico deve evitar procedimentos fúteis, ou seja, que resultam em prolongamento artificial da vida (distanásia – tentativa de retardar a morte o máximo possível, usando, para isso, métodos ordinários e extraordinários). Nem todo paciente com doença grave e incurável deve ser transferido para a UTI ou respirar por aparelhos, por exemplo. Reconhece-se que toda doença apresenta seu curso natural e, ao longo desse processo, o papel do médico e da equipe multidisciplinar é promover conforto e alívio de sintomas.

Neste contexto, a equipe de Cuidados Paliativos lança mão de intervenções farmacológicas e não farmacológicas essenciais para o alívio do sofrimento, tais como controle da dor, melhora da fadiga, alívio da falta de ar, abordagem espiritual e conforto psicológico.

A boa prática da terminalidade está baseada na comunicação entre os membros da equipe, entre a equipe e familiares e, principalmente, no respeito à autonomia do paciente como personagem principal no processo de tomada de decisão, quando possível.

A finitude da vida é a certeza que nos iguala. Exercer Cuidado Paliativo é entender a morte em seu tempo adequado e, acima de tudo, respeitar a dignidade da pessoa humana.

Dra. Milena Coelho é médica oncologista no Hospital Evangélico Goiano