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Câncer de mama – Artigo da médica oncologista Dra. Milena Aparecida Coelho Ribeiro

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O câncer de mama é o mais frequente entre as mulheres, sendo estimado pelo INCA (Instituto Nacional de Câncer) 59.700 novos casos da doença/ano no Brasil em 2018/2019.

O câncer de mama não tem uma causa única. Sabe-se de vários fatores de risco para o seu desenvolvimento, entre os quais se destacam: idade acima de 50 anos, história familiar positiva, primeira menstruação antes dos 12 anos, alta densidade do tecido mamário e primeira gestação após os 30 anos. Além desses, o consumo de álcool em excesso, a obesidade e o sedentarismo são hábitos de vida modificáveis relacionados ao desenvolvimento desse câncer.

Apenas 10% dos casos podem ter relação com mutação genética, sendo a mutação dos genes BRCA1/BRCA2 a causa da Síndrome do Câncer de Mama e Ovário Hereditários. A indicação da investigação é individualizada e depende de fatores como alta incidência de câncer de mama na família, câncer de mama desenvolvido em paciente jovem, câncer de mama em homens, história familiar de câncer de ovário, entre outros.

O principal sintoma é um nódulo palpável na mama, geralmente indolor e endurecido. Outros sintomas como aumento do volume mamário, vermelhidão e inchaço, retração ou secreção no mamilo e nódulos axilares também podem aparecer. Toda e qualquer alteração deve ser avaliada pelo médico, lembrando que a grande maioria dos sintomas que aparecem nas mamas são relacionados a doenças benignas.

Deve-se estar sempre atento aos sintomas e realizar consulta médica regular para exames preventivos. É importante que se faça o autoexame das mamas mensalmente. A mamografia é o método mais indicado no rastreamento do câncer de mama, pois é quando se detecta nódulos ainda não visíveis ou palpáveis. O Ministério da Saúde no Brasil recomenda a mamografia para mulheres entre 50 e 69 anos, mas a indicação do exame é sempre individualizada pelo médico. Quanto mais cedo é feito o diagnóstico, maiores são as chances de cura da doença.

O tratamento do câncer de mama evoluiu muito nos últimos anos. Atualmente, as cirurgias costumam ser menos invasivas e muitas vezes faz-se necessário apenas a retirada de pequena parte da mama. Para escolher o melhor tratamento complementar, leva-se em consideração diversos fatores, como características do tumor, idade do paciente e estadiamento da doença (se localizada, se acomete linfonodos axilares ou se há metástases em outros órgãos). Além da cirurgia, tratamentos como hormonioterapia, quimioterapia, radioterapia e terapia-alvo podem ser indicados pelo médico oncologista após avaliação minuciosa caso a caso.

A campanha Outubro Rosa é realizada mundialmente para conscientizar toda a população da importância de se conhecer sobre o câncer de mama, fortalecer as recomendações para o diagnóstico precoce e rastreamento, e desmistificar crenças em relação à doença. O câncer de mama tem cura e se cuidar só depende de você!

A médica oncologista Dra. Milena Aparecida Coelho Ribeiro atua no serviço de Oncologia do Hospital Evangélico Goiano