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Dissertação de mestrado destaca história do Hospital Evangélico Goiano

O trecho abaixo foi extraído da dissertação de mestrado ‘James Fanstone: protestantismo, Medicina como vocação e legado social na fronteira Goiás na primeira metade do século XX’. A obra é de autoria do reverendo Heliel Gomes de Carvalho, sob orientação do professor Dr. Sandro Dutra e Silva, pró-reitor de pós-graduação, pesquisa, extensão e ação comunitária do Centro Universitário de Anápolis – UniEVANGÉLICA. A seção Saber Médico – Hospital Evangélico Goiano trata sobre os primeiros anos de existência do HEG e a prática médica que se desenvolvia em Anápolis e região àquela época.

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A primeira operação foi realizada numa mesa da cozinha. Um caso de obstrução intestinal. Foram meses de trabalho preliminar. Uma senhora americana ajudou a receber os dois primeiros pacientes, duas meninas com cólera, na única sala com telhado de uma velha casa de adobe que estavam desmanchando e reconstruindo para servir como um hospital temporário. Uma morreu e a outra viveu. No pequeno local que improvisamos operamos numerosos casos com sinal de sucesso (FANSTONE, 1972, p. 71,72).57

Segundo Friedmann, em 1924 a família Fanstone se instala na Rua Desembargador Jayme montando sua clínica médica. No mesmo ano do início do fornecimento de energia elétrica na cidade. Os médicos realizavam um trabalho preventivo com a população da região e acabaram por disseminar os conceitos de higiene no meio da população.

Nas palavras de Friedmann, Fanstone, “Era um médico diferente. A todos atendia com a mesma solicitude. Os mesmos cuidados que dispensava a opulentos comerciantes, abastados fazendeiros e prestigiosos políticos também dedicava a míseros camponeses, opilados e subnutridos”. Desta forma, “todos recebiam do Dr. Fanstone, os beneficios de seu sólido e respeitável preparo científico, de seu sincero interesse pelo bem-estar de seus clientes e de seu otimismo contagiante e confortador” (FRIEDMANN, 1955, p. 128).

Tem-se ainda a descrição de como era o local de atendimento médico e parte da mobília utilizada na época. Para o atendimento utilizava-se, segundo a figura 02, de uma

[…] casa brasileira com três grandes salas, que haviam sido transformadas em enfermarias. Uma sala menor e a sala de operações, com paredes caiadas de branco e assoalho de madeira cheio de buracos. Outro cômodo pequeno e usado como consultório. As camas são bastante agradáveis, cobertas com colchas tecidas em casa e os criados-mudos são caixotes de gasolina. Tudo isto tem um delicioso aspecto de primitivo e simples. (FRIEDMANN,1955, p. 135).58

Friedmmann (1955) e Machado (2009) ressalta ainda o tipo de trabalho médico realizado a época e a influencia social que os mesmos exerciam. Em razões das condições precárias do lugar os médicos trabalhavam com improvisações. Os médicos realizavam o trabalho preventivo e curativo das doenças indo até as casas e prescrevendo medicação, isso porque não havia espaço suficiente no hospital improvisado. Fanstone além desse trabalho aliou ao cuidado com a saúde física a saúde da alma. Em sua opnião estes são fatores que conjugados alcançam éxito na formulação de novos hábitos da população. Entre as doenças contagiosas da época destaca-se a sífilis, com todas as consequências para as famílias. A mesma se alastrava devido a falta de prevenção e conhecimento, visto que o contágio se dá pelas relaçãos sexuais. Os jornais da época apresentam essa preocupação oferecendo os modos de prevenção da doença. (MACHADO, 2009, p. 128-130; GODINHO, 2014).

A primeira operação foi realizada numa mesa da cozinha. Um caso de obstrução intestinal. Foram meses de trabalho preliminar. Uma senhora americana ajudou a receber os dois primeiros pacientes, duas meninas com cólera, na única sala com telhado de uma velha casa de adobe que estavam desmanchando e reconstruindo para servir como um hospital temporário. Uma morreu e a outra viveu. No pequeno local que improvisamos operamos numerosos casos com sinal de sucesso (FANSTONE, 1972, p. 71,72).

Segundo Friedmann, em 1924 a família Fanstone se instala na Rua Desembargador Jayme montando sua clínica médica. No mesmo ano do início do fornecimento de energia elétrica na cidade. Os médicos realizavam um trabalho preventivo com a população da região e acabaram por disseminar os conceitos de higiene no meio da população.

Nas palavras de Friedmann, Fanstone, “Era um médico diferente. A todos atendia com a mesma solicitude. Os mesmos cuidados que dispensava a opulentos comerciantes, abastados fazendeiros e prestigiosos políticos também dedicava a míseros camponeses, opilados e subnutridos”. Desta forma, “todos recebiam do Dr. Fanstone, os beneficios de seu sólido e respeitável preparo científico, de seu sincero interesse pelo bem-estar de seus clientes e de seu otimismo contagiante e confortador” (FRIEDMANN, 1955, p. 128).

Tem-se ainda a descrição de como era o local de atendimento médico e parte da mobília utilizada na época. Para o atendimento utilizava-se, segundo a figura 02, de uma

[…] casa brasileira com três grandes salas, que haviam sido transformadas em enfermarias. Uma sala menor e a sala de operações, com paredes caiadas de branco e assoalho de madeira cheio de buracos. Outro cômodo pequeno e usado como consultório. As camas são bastante agradáveis, cobertas com colchas tecidas em casa e os criados-mudos são caixotes de gasolina. Tudo isto tem um delicioso aspecto de primitivo e simples. (FRIEDMANN,1955, p. 135).58

Friedmmann (1955) e Machado (2009) ressalta ainda o tipo de trabalho médico realizado a época e a influencia social que os mesmos exerciam. Em razões das condições precárias do lugar os médicos trabalhavam com improvisações. Os médicos realizavam o trabalho preventivo e curativo das doenças indo até as casas e prescrevendo medicação, isso porque não havia espaço suficiente no hospital improvisado. Fanstone além desse trabalho aliou ao cuidado com a saúde física a saúde da alma. Em sua opnião estes são fatores que conjugados alcançam éxito na formulação de novos hábitos da população. Entre as doenças contagiosas da época destaca-se a sífilis, com todas as consequências para as famílias. A mesma se alastrava devido a falta de prevenção e conhecimento, visto que o contágio se dá pelas relaçãos sexuais. Os jornais da época apresentam essa preocupação oferecendo os modos de prevenção da doença. (MACHADO, 2009, p. 128-130; GODINHO, 2014).