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Do saxofone à Medicina: Dr. Adão Gonçalves conta suas histórias no HEG

 

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Nascido em 1949 em Nerópolis, Dr. Adão Gonçalves (Saxofone) de Azevedo começou sua carreira como músico, tocando saxofone na banda Os Panteras, em sua cidade natal. Há quase 40 anos, atua como médico no Hospital Evangélico Goiano. Começou como plantonista, passou para a chefia do pronto-socorro e hoje se prepara para encerrar sua participação no HEG. Confira abaixo a entrevista com o saxofonista-médico do Evangélico.

HEG – Você nasceu em que ano? Em que localidade?

Dr. Adão Gonçalves de Azevedo – Eu nasci em 1949, em Nerópolis, Goiás.

HEG – Você começou a trabalhar no Hospital Evangélico quando?

AGA – No final de 1979. Eu já comecei como médico plantonista.

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HEG – Como foi a história antes de você começar a trabalhar no Hospital Evangélico Goiano? Quem participou desse processo?

AGA – Eu estava trabalhando na Santa Casa de Misericórdia de Anápolis na época e um colega me chamou para dar plantão no HEG. Eu comecei a trabalhar como plantonista na emergência do hospital. Após um tempo desenvolvendo meu trabalho, fui chamado para ser o chefe do pronto-socorro. Eu fiquei como chefe até 2011.

HEG – Quando você começou no hospital, tinha pouco tempo de formado?

AGA – Sim. Eu tinha dois anos de formado. Eu me formei em 1978.

HEG – Você foi um privilegiado, então, de ser chefe já no início de carreira?

AGA – Sim. Como chefe do pronto-socorro, eu já tomava conta dos plantonistas.

HEG – Qual foi o maior aprendizado que você já teve no HEG?

AGA – Vivendo na emergência, aprendemos de tudo. Aprendemos a lidar com paciente grave. Muitas vezes, por questão de segundos, você evita que o paciente morra. Já fizemos isso várias vezes. Chegava um paciente lá com dificuldade de respirar, quase falecendo. Ele era sedado, em algumas ocasiões colocávamos um tubo – já éramos muito acostumados com os procedimentos. Os aparelhos eram colocados, até que descobríamos o que ele tinha. Muitos eram levados para a Unidade de Terapia Intensiva, onde eu também atuei. A minha função era retirar o indivíduo do sufoco.

HEG – Quem são suas referências no Hospital Evangélico Goiano?

AGA – Dr. Ernei de Oliveira Pina, Dr. Edmo de Oliveira Pina, que são diretores do hospital e diversos outros profissionais, como o urologista Dr. Helder Antônio, que me ajudou muito. São tantas pessoas que eu não conseguiria enumerar todas.

HEG – Do que você mais lembra do seu trabalho no pronto-socorro?

AGA – Eu me lembro dos fatos cotidianos. A tensão era 24 horas por dia. Trabalhávamos quase 24 horas por dia. Era muito intenso.

HEG – Você já está há quase 40 anos no Hospital Evangélico Goiano. O senhor tem novos projetos para sua atuação no HEG?

Veja bem. Já tenho 40 anos de formado e quase 40 anos de Hospital Evangélico Goiano. Hoje atuo como clínico, mas estou quase pendurando as chuteiras (risadas). Já tem outras pessoas que tomam conta do pronto-socorro, pois há cinco anos eu saí da chefia da emergência.

HEG – Para o senhor, qual é a principal importância do setor de emergência de um hospital?

AGA – A emergência é a principal engrenagem de um hospital. No pronto-socorro, chegam pacientes 24 horas por dia. Muitos recebem alta e outros partem para a internação. Em casos mais complexos, são encaminhados para a Unidade de Terapia Intensiva. Pelo pronto-socorro passa uma parte expressiva dos pacientes de uma instituição hospitalar.

HEG – Resuma em poucas palavras o que o HEG representa para você?

AGA – O Hospital Evangélico Goiano foi um ‘calço’ de grande parte da minha vida. Aprendi uma porção de coisas, aprendi a trabalhar com mais critério. Porque antes era só estudo, até eu cheguei ao hospital e vi na prática como a Medicina é desenvolvida. Foi tudo de bom na minha vida. Mas tem a hora de parar também.

HEG – E o senhor acha que já está na hora de parar?

AGA – Está quase na hora já.

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HEG – Você tem quantos filhos médicos?

AGA – São três filhos médicos, Vinicius Gonçalves de Azevedo, ortopedista, Adan Gonçalves de Azevedo, neurologista, e Francis Gonçalves de Azevedo, cardiologista.

HEG – Quando você encerrar a carreira no HEG, vai voltar a tocar saxofone?

AGA – Pretendo.

HEG – Que instrumentos você toca?

AGA – Toco todos os instrumentos. De corda, pelo menos, toco todos.

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HEG – Em que década você atuou como músico?

AGA – Foi na década de 1960.

HEG – Então se você voltar para Nerópolis, nem precisa mandar o currículo de músico, pois todos já te conhecem.

AGA – Todo mundo me conhece. Tenho as fotografias da época da banda. Éramos Os Panteras.