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HEG realiza procedimento cardíaco inédito no interior de Goiás

O Hospital Evangélico Goiano se tornou a primeira instituição hospitalar no interior do Estado de Goiás a realizar o implante valvar aórtico percutâneo. O procedimento foi feito em uma paciente portadora de estenose da válvula aórtica. Esta condição de saúde tem como característica a diminuição da área dessa válvula, que comunica o ventrículo esquerdo com a aorta.

WhatsApp Image 2018-11-06 at 11.32.46O procedimento inovador foi realizado no dia 30 de outubro no Serviço de Hemodinâmica do Hospital Evangélico Goiano. A paciente, com 79 anos, é portadora de Estenose Aórtica grave há cinco anos. O quadro fez com que a capacidade funcional do coração piorasse ao longo dos anos e a paciente foi internada em diversas ocasiões nos últimos meses.

“O procedimento, que teve duração de aproximadamente três horas, foi um sucesso. Realizado apenas com sedação e anestesia local, a paciente, após o procedimento, ficou apenas 24 horas em unidade de terapia intensiva (CTI) e teve alta hospitalar 72h após sua internação”, comemora Dr. Fabricio Caied, Cardiologista Intervencionista que realizou o procedimento.

WhatsApp Image 2018-11-06 at 15.26.20 (2)A equipe que realizou este procedimento pioneiro no interior de Goiás foi composta pelos cardiologistas intervencionistas Fabricio Caied e Vinicius Barbosa, do cirurgião vascular Carlos Siade e dos Anestesistas Adelsio Palotti, João Henrique Fanstone e Gabriel David.

Características

A estenose da válvula aórtica prejudica a chegada do sangue ejetado pelo coração ao restante do corpo. Este estreitamento forma uma barreira mecânica ao bombeamento de sangue, podendo levar a morte. É uma doença que atinge geralmente a população idosa, com maior incidência após os 70 anos de idade. Como outras doenças se acumulam com o aumento da idade, os doentes portadores de estenose da válvula aórtica acabaram sendo excluídos do tratamento por serem considerados de risco cirúrgico proibitivo.

No início dos anos 2000, os primeiros implantes de válvula aórtica transcateter foram testados neste grupo de maior risco, por ser menos invasivo e mais factível. Por meio dessa técnica, a válvula é introduzida no organismo através de um vaso sanguíneo, geralmente na virilha (artéria femoral), sem a necessidade de abertura do tórax. Em 2005, o primeiro estudo acompanhou os pacientes submetidos ao implante por cateterismo. À época, foi feito um estudo comparativo com o tratamento padrão na época, à base de medicamentos.

Foi observado um ganho de sobrevida naqueles que receberam a prótese e uma mortalidade de 50% naqueles que não a receberam. Esse fato foi inédito na Medicina. A partir desse fato, foi possível oferecer uma saída para pacientes idosos de alto risco que não podiam ser operados e que já estavam condenados a aguardar a evolução da doença até morte. Inicialmente, o procedimento de troca de válvula aórtica por transcateter estava reservado apenas aos pacientes para os quais a cirurgia aberta era proibitiva.

Nos anos seguintes, os estudos mostraram que pacientes com risco cirúrgico alto ou moderado também poderiam ser submetidos a esta técnica inovadora, com resultados melhores que o da troca valvar convencional e com menores riscos de complicações ou de morte.

Imagens ilustrativas

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Com informações do serviço de hemodinâmica do HEG