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Notícias

‘Novembro azul’ é o mês de prevenção contra o câncer de próstata. O Hospital Evangélico apoia esta iniciativa

Mais uma vez, o Hospital Evangélico Goiano se envolve em uma ação em prol da saúde da comunidade. A Instituição promoverá, durante todo o mês, o ‘Novembro azul’, com ações de prevenção e combate ao câncer de próstata, o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens no país. Esta iniciativa envolverá diretores e colaboradores. Quem passar pelo HEG durante os próximos dias, poderá conhecer um pouco mais sobre o trabalho desempenhado pelo Hospital e os tratamentos disponíveis para o câncer de próstata.

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Nilda Lopes – Departamento Pessoal do HEG

Para identificar esta ação, diretores e demais colaboradores vão utilizar ao longo do mês um laço azul por cima do vestuário, símbolo da luta contra a doença.

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Leidiane Pereira da Silva – Secretária Executiva da Diretoria do HEG

 

Conheça

O câncer de próstata atinge grande parte da população masculina e, mesmo assim, ainda é um tema que enfrenta muitas barreiras. Quase 50% dos brasileiros nunca foram ao urologista e, em 2014, a projeção é de que 12 mil vão morrer da doença em função da descoberta em estágio avançado.

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Tatiana Carla da Silva – Operadora de Caixa

Preocupado com a saúde do homem, o Instituto Lado a Lado pela Vida criou, em 2008, a campanha Um Toque, Um Drible, que tem o objetivo de promover uma mudança de paradigmas em relação à ida do homem ao médico para a realização de exames preventivos. A campanha permanece ativa durante o ano todo e, em novembro de 2012, fomos pioneiros ao lançar no Brasil o Novembro Azul, que se tornou referência na missão de orientar a população masculina a cuidar melhor da saúde.

O público-alvo da campanha, que é realizada durante o ano todo e tem seu ápice no mês de novembro, são homens a partir de 40 anos de idade e grupos que participam do processo de prevenção e cuidados, como familiares e parceiros.

Para quebrar esse preconceito, o objetivo é informar a população por meio de ações interativas, além de conscientizar sobre a importância da realização dos exames periódicos relacionados ao câncer de próstata, que é o segundo mais recorrente em brasileiros, perdendo apenas para o câncer de pele.

 

O câncer de próstata

O que é o câncer de próstata?

É o resultado de uma multiplicação desordenada das células da próstata. Quando há presença de câncer, a glândula endurece. Na fase inicial, o câncer de próstata não tem sintomas. Em 95% dos casos, eles aparecem em estágio avançado. Portanto, exames preventivos frequentes são fundamentais para que a doença não seja descoberta em estado avançado. Homens a partir dos 45 anos de idade (ou 40, se houver casos de câncer de próstata na família), devem procurar um urologista anualmente para realizar os exames preventivos.

Um desses exames é o toque retal. O exame é rápido e indica se a próstata apresenta algum tipo de alteração. Caso a alteração seja detectada, o médico pode solicitar outros exames para confirmar o diagnóstico, como o PSA (Antígeno Prostático Específico), o ultrassom transretal e a biópsia da glândula, que consiste na retirada de fragmentos da próstata para análise. Só então é feito o diagnóstico.

As causas do câncer de próstata

Ainda são desconhecidas. Embora normalmente apareça em homens com mais de 65 anos de idade, as chances de desenvolver a doença aumentam em até 50% se já houve algum caso de câncer de próstata na família, como pai ou irmão. Outros fatores, como o estilo de vida, alimentação inadequada à base de gordura animal e pobre em frutas, legumes, verduras e grãos também podem interferir no surgimento da doença.

 

Fatores de risco

Sabe-se pouco sobre a maioria dos fatores estudados em relação ao câncer de próstata, já que os estudos epidemiológicos têm encontrado resultados inconsistentes. As justificativas que norteiam a detecção precoce da doença, assim como de qualquer outro tipo de câncer é que, quanto mais inicialmente for diagnosticado, maiores serão as chances de cura, além de permitir um tratamento menos agressivo e mutilante. Confira alguns fatores de risco!

Hereditariedade

Vários fatores podem ser responsáveis pelo câncer de próstata, e a hereditariedade é um deles. Principalmente se houver dois ou mais parentes de primeiro grau portadores da doença e se esta for descoberta antes dos 60 anos de idade.

 

Idade

Assim como em outros tipos de câncer, a idade é um marcador de risco importante, ganhando um significado especial no câncer da próstata, uma vez que tanto a incidência como a mortalidade aumentam exponencialmente após os 50 anos.

Alimentação

A influência da alimentação sobre a gênese do câncer ainda é incerta, não sendo conhecidos os exatos componentes ou mecanismos pelos quais ela pode influenciar o desenvolvimento da doença.

As evidências apontam que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais e pobres em gordura, principalmente as de origem animal, não só ajuda a diminuir o risco de câncer, como também o risco de outras doenças crônicas não transmissíveis.

Também tem sido apontada uma relação positiva entre o alto consumo energético total e ingestão de carne vermelha, gorduras e leite e o risco de câncer da próstata. Por outro lado, o consumo de frutas, vegetais ricos em carotenoides (como o tomate e a cenoura) e leguminosas (como feijões, ervilhas e soja) tem sido associado a um efeito protetor.

Além desses, alguns componentes naturais dos alimentos, como as vitaminas (A, D e E) e minerais (selênio), também parecem desempenhar um papel protetor. Já outras substâncias geradas durante o preparo de alguns alimentos, como as aminas heterocíclicas e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos, têm sido consideradas como componentes da dieta que poderiam aumentar o risco de câncer da próstata.

Hábitos de vida

Outros fatores cujas associações com câncer da próstata foram detectadas em alguns estudos incluem o “fator de crescimento análogo à insulina” insulin-like growth factor, consumo excessivo de álcool e tabagismo. Homens com sobrepeso e obesos também possuem maior risco de desenvolver câncer de próstata.

 

Prevenção

O câncer de próstata não pode ser prevenido, mas há 90% de chances de cura quando diagnosticado precocemente. Assim, realizar exames periodicamente é a melhor maneira de se prevenir contra a doença. Sociedades médicas recomendam que homens a partir dos 50 anos façam o exame de próstata anualmente, e acima dos 40, caso esteja inserido nos fatores de risco.

O ritual compreende o toque retal e o exame de sangue, para checar a dosagem do PSA (antígeno prostático específico). Havendo alguma suspeita, o paciente deve se submeter à biópsia da próstata. O toque retal é considerado indispensável e não pode ser substituído pelo exame de sangue ou por qualquer outro exame, como o ultrassom. Somente com o resultado dessa análise do tecido é que poderá ser fornecido o diagnóstico.

 

Consulte o seu médico

Para prevenir o câncer de próstata, a consulta médica e exames periódicos são essenciais. 

Abaixo, algumas dicas de como se preparar para conversar com o seu médico.

  1. Escreva todos os sintomas que está sentindo, mesmo que não pareça estar associado à razão principal da consulta médica. Caso não sinta absolutamente nada, mas esteja na faixa etária dos 50 anos, não deixe de fazer a consulta. Ela é importante para que você faça os exames preventivos.
  2. Faça uma lista das medicações que você usa, incluindo vitaminas ou suplementos alimentares.
  3. Convide um amigo ou parente próximo para ir com você ao médico. Isso será importante para ajudá-lo a lembrar de tudo o que for discutido.
  4. Se tiver resultados de exames feitos recentemente, leve-os. Podem ser uma referência importante na hora de o médico levantar o seu histórico.
  5. Avise o médico se houver pessoas na sua família que tiveram câncer de próstata. Menos de 10% dos cânceres de próstata têm algum componente hereditário.

O impacto provocado pela doença e pelo tratamento na vida dos homens

  • Alteração na qualidade de vida e da sexualidade
  • Limitações físicas
  • Diminuição da capacidade de ereção, cansaço, fadiga
  • Sofrimento emocional com a retirada dos testículos
  • Crise de identidade ao confundir masculinidade com desempenho sexual

Diagnóstico

Tendo dúvidas em relação à presença da doença, o paciente deve procurar um urologista de confiança para que ele indique exames básicos para detectar o câncer de próstata. De acordo com os especialistas, o toque retal é a forma mais segura de detectar anormalidades. Rápido e indolor, o exame é parte fundamental para detectar o estágio da doença assim como para definir o tipo de tratamento.

Outros exames, como a dosagem de PSA (antígeno prostático específico), a biópsia, o ultrassom transretal e a cintilografia óssea também são importantes exames para identificar o estágio do câncer. Sem tratamento adequado, o câncer de próstata pode se espalhar para outros órgãos do corpo (metástase).

Cada tipo de câncer tem uma história natural e evolução peculiares. Um mesmo órgão pode ter vários tipos de doenças malignas, com distintos graus de gravidade. Também é distinta a evolução de tumores de mesma linhagem celular quando acometem órgãos diferentes. De maneira geral, não existe um caso igual a outro: a idade do paciente, o estado geral em que se encontra, a extensão da positividade na biópsia, o tipo de diferenciação das células (se elas se parecem com a glândula original ou não), são algumas das variáveis para análise da gravidade de caso.

Conheça os exames diagnósticos:

Exame de toque retal: é utilizado para diagnosticar qualquer anormalidade na próstata. De acordo com os especialistas, o exame do toque retal deve ser realizado por homens acima de 50 anos. Dura aproximadamente 10 segundos, é simples e praticamente indolor, além de não afetar a masculinidade. É sempre recomendável e também fundamental para detectar o estágio da doença, bem como para definição do tratamento.

PSA (antígeno prostático específico): é a dosagem de uma proteína do sangue por meio de exame de sangue. O valor limite do PSA aceitável é abaixo de 4 ng/ml, porém podem existir tumores com PSA abaixo deste valor. Quando o PSA estiver acima de 10 ng/ml há indicação formal para biópsia. Para valores entre 4-10 ng/ml, deve-se também levar em consideração a velocidade do PSA e a relação PSA livre/total.

Ultrassom transrretal: pode ser usado para orientar a biópsia da próstata. Também poder ser útil na determinação do volume prostático e para avaliar a extensão local da doença.

Cintilografia óssea: é fundamental na identificação do estágio do câncer da próstata, sendo altamente sensível, porém pouco específica. É indicada em todo paciente portador de câncer da próstata com PSA > 20ng/ml e PSA entre 10-20 com graduação histológica de Gleason > 7.

Sintomas

Em sua fase inicial, o câncer da próstata tem evolução silenciosa. Muitos homens não apresentam nenhum sintoma ou, quando apresentam, são semelhantes aos do crescimento benigno da próstata.

Quando alguns sinais começam a aparecer, 95% dos tumores já estão em fase avançada, dificultando a cura. Confira os sintomas que são suspeitos e merecem uma consulta ao médico:

  • A sensação de que sua bexiga não se esvaziou completamente e ainda persiste a vontade de urinar.
  • Dificuldade de iniciar a passagem da urina.
  • Dificuldade de interromper o ato de urinar.
  • Urinar em gotas ou jatos sucessivos.
  • Necessidade de fazer força para manter o jato de urina.
  • Necessidade premente de urinar imediatamente.
  • Sensação de dor na parte baixa das costas ou na pélvis (abaixo dos testículos).
  • Problemas em conseguir ou manter a ereção.
  • Sangue na urina ou no esperma (esses são casos muito raros).
  • Dor durante a passagem da urina.
  • Dor quando ejacula.
  • Dor nos testículos.
  • Dor lombar, dor na bacia ou joelhos.
  • Sangramento pela uretra.
  • Na fase avançada, pode provocar dor óssea, sintomas urinários ou, quando mais grave, infecção generalizada ou insuficiência renal.

É importantíssimo que os homens desenvolvam o hábito de prestar atenção ao seu organismo, sintomas repentinos e alterações, de forma que ele possa procurar um médico para tirar dúvidas, ser orientado e tratado.

A ausência dos sintomas não garante que não há problemas. Portanto, realize os exames preventivos para cuidar da saúde.

Estágios do câncer de próstata

Na graduação histológica, as células do câncer são comparadas às células prostáticas normais. Quanto mais diferentes das células normais forem das células do câncer, mais agressivo será o tumor e mais rápida será sua disseminação.

A escala de graduação do câncer da próstata varia de 1 a 5, com o grau 1 sendo a forma menos agressiva.

Tratamento

Os tratamentos do câncer de próstata devem ser individualizados para cada paciente, levando-se em conta a idade, o estadiamento do tumor, o grau histológico, o tamanho da próstata, as comorbidades, a expectativa de vida, os anseios do paciente e os recursos técnicos disponíveis.

O câncer de próstata pode ser localizado (só afetando a próstata), localmente avançado ou avançado (o câncer já se moveu para além dos limites da próstata). Se os médicos acreditam que o câncer afetou somente a próstata.

Escore de Gleason

Quanto mais baixo é o escore de Gleason, melhor será o prognóstico do paciente. Para se obter o escore total, que varia de 2 a 10, o patologista gradua de1 a 5 as duas áreas mais frequentes do tumor e soma os resultados.

Escores entre 2 e 4 significam que o câncer provavelmente terá um crescimento lento. Escores intermediários, entre 5 e 7, podem significar um câncer de crescimento lento ou rápido e este crescimento vai depender de uma série de outros fatores, incluindo o tempo durante o qual o paciente tem o câncer. Escores do final da escala, entre 8 e 10, significam um câncer de crescimento muito rápido.

Gleason de 2 a 4 – existe cerca de 25% de chance de o câncer disseminar-se para fora da próstata em 10 anos, com dano em outros órgãos, afetando a sobrevida. Gleason de 5 a 7 – existe cerca de 50% de chance de o câncer disseminar-se para fora da próstata em 10 anos, com dano em outros órgãos, afetando a sobrevida.

Gleason de 8 a 10 – existe cerca de 75% de chance de o câncer disseminar-se para fora da próstata em 10 anos, com dano em outros órgãos, afetando a sobrevida. É sempre recomendável e também fundamental no estadiamento da doença, bem como para definição do tratamento.

Ascom HEG, com informações do ‘Instituto lado a lado pela vida’